X: Eu te amo.
Y: Não ama.
X: É claro que eu amo, não fale bobeira.
Y: Você quem está falando bobeira. Você nem sequer sabe o que é amar alguém.
X: É, de fato, eu não sei.
Y: Então...
X: Então eu digo e repito, eu te amo.
Y: Mas você acabou de dizer que não sabe o que é amar alguém, se decida!
X: Eu não preciso saber o que é amar alguém, pra amar você. Eu sinto, isso basta.
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Conversa de botas batidas #1
Pseudo-dona. | quarta-feira, maio 04, 2011 | Conversa de botas batidas, Papo sério | 1 comentários
WTF is love?
Pseudo-dona. | terça-feira, maio 03, 2011 | Papo sério | 1 comentários
Minha concepção sobre o amor baseia-se na ideia de que ele é como uma simples obra de arte abstrata.
Já pararam para observar uma obra abstrata? A situação é sempre a mesma, cada pessoa a vê e a interpreta de uma forma diferente. Quer ver? Olha só.
Orientalisches - Wassily Kandinsky
Quando você olhar, pela primeira vez, para esse quadro, você vai enxergar uma coisa e entendê-lo de uma forma. Se você voltar a observá-lo alguns minutos, horas, dias, semanas ou até anos depois, você vai exergar e entender uma outra coisa. Isso acontece porque a sua concepção sobre as coisas mudam constantemente, a sua situação de humor, de espírito mudam também. Um fato importante também é que, o autor da obra, quando a fez, fez com um propósito, de certo passou a sua "emoção" que estava vivendo no momento, se fosse fazê-la em um dia diferente, certamente sairia de uma forma diferente também e a única pessoa que sabe, realmente, o significado de cada traço, é o próprio autor, ninguém nunca irá saber, como ele sabe. O amor, é assim. O amor é criado pelas pessoas que o sentem, e cada um o sente de uma forma diferente. As pessoas de fora, interpretam de diversas formas, mas só quem o sente, sabe de fato, como ele realmente é e o que significa. O amor não é esse sentimento idealizado pela maioria das pessoas, como um sentimento lindo, onde tudo é lindo, que não é egoísta, que não faz sofrer. O amor que é vivido pelas pessoas, reflete o que essas pessoas são. E agora a questão... O amor existe? Se estivermos falando do sentimento aqui citado, sim. Esse amor pode estar entre duas pessoas, entre uma pessoa e o seu animal de estimação, entre uma pessoa e a sua banda preferida, ou objeto preferido. Cada um sabe o amor que tem, o amor que sente e que vive. Agora, se estivermos falando do amor idealizado, a resposta é... Não, o amor não existe.
Lembrando que, levando em consideração a minha própria concepção sobre o amor, pode ser que ela mude com o tempo, amanhã posso não achar mais nada disso. Ou não. Tudo depende, não é mesmo?
Já pararam para observar uma obra abstrata? A situação é sempre a mesma, cada pessoa a vê e a interpreta de uma forma diferente. Quer ver? Olha só.
Orientalisches - Wassily KandinskyLembrando que, levando em consideração a minha própria concepção sobre o amor, pode ser que ela mude com o tempo, amanhã posso não achar mais nada disso. Ou não. Tudo depende, não é mesmo?
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